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Fixed Magazine 3ª & 4ª edições

A edição número 3 da Fixed Magazine escapou dos nossos radares, então para compensar colocamos também a edição número 4, antes de sair no site oficial dos caras! Aproveitem:

Fixed Magazine 3ª Edição

Fixed Magazine 3ª Edição

Fixed Magazine 4ª Edição

Fixed Magazine 4ª Edição

Bicicletas Stages 09

Lance on Time Trial

Como vocês sabem o admirável Lance Armstrong é também um fã das fixas portanto isso não será muito off-topic.

Para os que conferiram o Tour de France 2009 com atenção, puderam reparar nas diferentes bicicletas que foram utilizadas pelo Lance durantes as provas. Essas bicicletas foram customizadas por renomados artistas, como Shepard Fairey, Yoshitomo Nara, Damien Hirst, entre outros, e são parte da exposição de arte Nike-Livestrong Stages 09 patrocinada pela entidade de luta contra o câncer de Lance.

Resolvi colocar todas as bicicletas Trek utilizadas abaixo, separadas por artista, pois a pintura e desenhos delas podem servir de inspiração para as novas fixas que estão nascendo por aqui:

Os números 1274 e 27.5 que aparecem representam respectivamente 1274 dias que Lance estava aposentado e nesse tempo, 27.5 milhões de pessoas morreram de câncer — é um número enorme pelo qual Lance luta para reduzir junto à entidade LiveSTRONG que fundou.

Boas Pedaladas!

Inspirem-se

Como sabemos, existem vários estilos de fixas e cada tem suas preferidas: sejam os protótipos ultra-modernos inteiramente construidos em carbono (podendo ser comprado na china sem adesivos a 2,5% do preço de revenda com os adesivos…) como aqueles das equipes olímpicas, sejam as clássicas em aço feitas à mão na Europa duas décadas atrás. Eu, particularmente sou um grande fã das clássicas, e depois de ficar sabendo do nascimento de mais duas fixas em Santos, divido com vocês, que planejam montar uma fixa e buscam inspiração ou por pura apreciação a nova aquisição da impressionante coleção (estão à venda para quem interessar…) do suíço Stefan Schaefter, iniciada no início dos anos 80, de bicicletas vintage leves de corrida que são mantidas o mais autenticamente possível através de uma meticulosa restauração. Árdua tarefa que nosso amigo Cahuê Cristini da Fênix Bikes conhece muito bem.

Conheça a inglêsa Hetchins Magnum Opus de 1995, com um quadro de layout de pista, mas com uma leve geometria de rua (por isso os furos de freio) feito à mão, novata da coleção do Speed Bicycles Museum:

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

1995 Hetchins Magnum Opus

Outra maravilhosa inspiração vêm da oficina de Sacha White, proprietário da Vanilla Bicycles, de onde saem algumas das mais lindas bicicletas customizadas atualmente. O processo é inteiramente manual, e no momento a fila de espera está em torno de cinco anos para uma peça num valor próximo aos US$3000.

Na área das track frames vocês podem conhecer, rever e se inspirar em três lindas fixas feitas pela Vanilla, como a minha favorita abaixo:

Vanilla Track

Vanilla Track

Vanilla Track

Vanilla Track

Espero que tragam boas inspirações, quero muito ver mais fixas por aqui!

Bom final de semana e boas pedaladas!

P.S.: Melhoras ao nosso amigo Gunnar de Curitiba que foi atropelado por um carro em sua bike e já passa bem. De volta aos pedais em breve!

Fixed Gear no Brasil

Fixed Gear está tomando o mundo por diversas razões. O meu primeiro contato foi em 2007 quando morava em Londres e meu meio de transporte era a bicicleta. Fixed Gear ou Fixies são as bicicletas que contam com o que chamamos no Brasil de “Catraca fixa” ou “Pinhão fixo”. São bicicletas sem marchas e muitas vezes sem freios (falaremos muito sobre isso) que devido a sua simplicidade mecânica, agradável estética e muita eficiência foram escolhidas como as bicicletas “oficiais” dos couriers de grande metrópoles como Nova Iorque, São Francisco e Londres.

1984 Detto Pista

1984 Detto Pista

1984 Detto Pista

1984 Detto Pista

A origem dessas bicicletas vem diretamente das bicicletas de pista (track bikes), ou de velódromo, aquele circuito oval inclinado onde se atinge altas velocidades em bicicletas como essa. Mas conforme avança a cultura nichos diferentes são criados onde se dá preferência seja puramente pela estética com detalhes bem coloridos, pela performance com componentes de última geração como as de competição de hoje, alguns buscam conceitos futuristas, outros tentam reproduzir clássicos nos moldes de suas origens.

Ao se deparar com uma bicicleta dessa muitos têm dúvidas sobre sua funcionalidade nas ruas como “Não cansa mais?”, “Como você faz para parar?”, “Mas isso é muito perigoso! Não?” e muitas outras que só uma coisa resolve: uma volta no quarteirão. Vou tentar responder algumas dessas perguntas:

• “Não cansa mais?” – A resposta é que como muitas coisas depende da sua percepção. A ausência de marchas é como qualquer outra bicicleta sem marchas, mas a diferença está no fato que você nunca para de pedalar, a sensação é realmente única, muitos dizem se sentir “como um só” com a bicicleta, controlando cada movimento dela. Muitos que aderem a essa prática o fazem pela eficiência: é como se você só tivesse uma calça. Você acorda de manhã, põe aquela calça e pronto. Quando você tem muitas opções de calças (marchas…) você tem que escolher a camisa que combina com aquela calça, aí aquela calça está lavando então você pega outra, mas não combina com aquela camisa… enfim você chega atrasado. Muitas pessoas (eu diria a grande maioria) não sabe utilizar corretamente as marchas da bicicleta que tem, e o resultado são os ciclistas que vemos pedalando tão rápido que quase não saem do lugar. Muitos ciclistas profissionais (o próprio Lance Armstrong por exemplo) usam fixed gears para treinar uma melhor cadência e fortalecer os músculos de trás do joelho. Claro que você tem que estar saudável, e se cansar mais, é porque você tem que pedalar mais!

• “Como você faz para parar?” – Ainda bem que alguém pensa nisso! Nas pistas o uso de freio é proibido, podendo causar terríveis acidentes, além de desnecessário, afinal quem for mais rápido ganha não? Mas na pista não temos semáforos, cruzamentos, pedestres, ônibus, discos voadores, etc… E isso é um grande divisor de águas no mundo Fixed. Alguns pregam a proibição de freios para manter as origens e os outros que sobreviveram usam um freio na frente para emergências. É totalmente possível freiar uma Fixed Gear sem utlizar freios, simplesmente invertendo a força nos pedais, como se quisesse ir para trás (sim elas vão para trás!), fazendo um pouco mais de força sua roda traseira trava e você derrapa como se fosse com um freio traseiro. Mas se você lembrar que um ciclista experiente usa apenas o freio da frente 95% do tempo faz sentido ele estar lá, não?

• “Mas isso é muito perigoso! Não?” – Quanto mais perigosa uma prática for, mais cuidado e atenção você vai ter correto? Pois numa fixed gear onde seus pés estão presos aos pedais (sim sim, presos, senão como você pedala para trás?) e ainda sem freio, sua atenção estará voltada aos próximos 50-100 metros e não nos comuns 5 metros a sua frente. A ausência de qualquer ruido e a sensação de unidade com a bicicleta também aguçam seus sentidos. Use sempre capacete e não pedale mais rápido do você possa parar e você não terá maiores problemas.

São raras no momento a ocorrência de Fixed Gears no Brasil, é quase impossível conseguir peças para um visual mais clássico (“Mas isso ninguém usa mais! Hoje é tudo de fibra de carbono ou alumínio!”), o que faz a construção de uma realmente uma caça ao tesouro, mas com a explosão do movimento lá fora logo veremos algumas passando por aqui.

Boas Pedaladas!


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